Como é o procedimento?

Ao entrar na sala de preparo, mede-se os sinais vitais. Então o paciente é encaminhado à sala de exames, onde é realizada uma entrevista com o médico examinador, relatando algum problema de saúde, alergias, medicamentos em uso e os sintomas que levaram o paciente a realizar o exame. Então o paciente é geralmente submetido a uma sedação para iniciar o exame propriamente dito. Após, ele é encaminhado à sala de recuperação, onde, após recuperado é liberado.

Como pego o laudo?

O laudo é entregue ao paciente no dia seguinte.

Devo tomar meus medicamentos de usos diários?

Sim, você pode tomar a maioria dos seus medicamentos ao acordar pela manhã com um pequeno gole de água. Deve-se evitar medicações hipoglicemiantes (para tratamento do diabetes) antes do exame.

Dói?

Não. A endoscopia digestiva alta é indolor porque o aparelho de endoscopia é flexível e seus movimentos são controlados por comandos feitos pelo examinador na sua extremidade proximal. Além disso, antes do exame é aplicado um anestésico tópico (xylocaína spray) na garganta e, posteriormente, administrada medicação sedativa por via intravenosa. Estas medidas proporcionam conforto durante o exame, tornando-o muito bem tolerado.

O que é endoscopia?

Endoscopia Digestiva Alta é um exame que tem como objetivo diagnosticar patologias do esôfago, estômago e duodeno (1ª porção do intestino). Com o paciente sedado, o endoscopista introduz um equipamento (endoscópio) com câmera na ponta que permite a visualização da parte interna destes órgãos e a coleta de material para biópsias.

Quais as indicações?

Todos os pacientes acima de 40 anos com queixas prolongadas de azia, queimação, ou má digestão; todos os pacientes que tenham história de câncer gastrointestinal na família; aqueles que já tiveram o estômago operado; pacientes que já tiveram sangue nas fezes ou vomitaram sangue, indicações em casos específicos dependendo do médico solicitante.

Quais doenças são diagnosticadas?

As doenças mais comuns que são diagnosticadas são: gastrites, úlceras, esofagites, hérnias de hiato e tumores. É também realizado a coleta de material para a pesquisa da bactéria Helicobacter Pylori.

Qual o preparo?

Orienta-se que o paciente venha em jejum de no mínimo 8 horas, acompanhado de familiar e que traga exames anteriores.

Quais os riscos?

As complicações são extremamente raras. Podem ocorrer complicações, tais como: reações a medicações, flebites (inflamação temporária da veia), perfurações (rasgos) e sangramentos, necessitando de tratamento ou de cirurgia. Essas últimas complicações estão mais relacionadas aos procedimentos terapêuticos, como dilatações de estreitamentos ou remoção de tumores.